Como escolher o melhor creme? E os demais cosméticos de tratamento?

cremes estetica

Essa dúvida é bem interessante, tanto para o consumidor final, quanto para os profissionais de saúde estética, principalmente aqueles de quem costumo ouvir: “só uso o que o professor me indicou no curso”, “no treinamento, o palestrante falou que aquele outro é o melhor”, e assim vai. Sem contar aquelas pessoas que só compram cosmético pelo cheiro, pela cor do pote, aparência da embalagem ou ainda o que “rende mais nas manobras de massagem”. Chega a me dar arrepio só de pensar no “profissionalismo” de um “profissional” que age assim, que se deixa levar pela criatividade dos marqueteiros com talento para fazer uma coisa sem valor ganhar status de realeza. Mas nem tudo que reluz é ouro. E quando vejo uma cena dessa então… envolvendo colegas que atuam na área e que fazem suas escolhas superficialmente ou simplesmente porque alguém indicou. Respiro fundo e conto até 10. Ou mais. Brincadeiras à parte, quando me deparo com essas situações é que vejo a importância de dividir ainda mais tudo o que já aprendi.

É claro que temos que respeitar os profissionais que têm mais experiência na área, que são referência no mercado e que nos ajudam a crescer nos ensinando e repassando seus conhecimentos, mas não podemos esquecer que somos tão profissionais quanto eles e que também temos condições de nos especializar e analisarmos nós mesmos qual o melhor produto para cada caso que vamos tratar. Alguns profissionais se orgulham do tempo que praticam a estética e usam esse argumento como ferramenta de persuasão de seu público, mas não percebem que se esqueceram de incorporar em seu conhecimento e principalmente nas práticas a evolução tecnológica e as novas descobertas científicas, entre elas produtos cosméticos sem adição de água e que, portanto, trazem fórmulas verdadeiramente com alta concentração de ativos, bem como a personalização de tratamentos estéticos a partir de produtos cosméticos desenvolvidos para atender o perfil e necessidade específica de cada cliente, com base em sua genética e epigenética.

Infelizmente, vejo que muitos desses profissionais que estão por aí “ensinando” e repassando seu conhecimento e informações sobre a área de saúde estética, embora o façam de maneira brilhante, muitas vezes só indicam produtos por influência de empresas e até por lucrarem com isso, seja com a própria venda dos produtos, seja porque foram contratados pelas marcas. É o mesmo que acontece com muitos artistas e famosos nas propagandas. Eles não necessariamente usam ou acham aquele o melhor produto, mas fazem a publicidade induzindo o consumidor ao entendimento de que aquele é o que ele usa e é o melhor para você usar também. Minha atuação é bem ampla, viajo muito e participo de eventos em vários lugares do país e também internacionalmente, além dos cursos e atualizações que busco na área. Por vários lugares que passei, já me deparei com ministrantes de cursos que hoje falam muito bem de um produto ou marca e amanhã, por estarem fazendo o curso por outra empresa, esquecem e deixam de lado toda aquela devoção anterior e passam a exaltar o atual produto. O que interessa a eles é se certificar de que serão convidados para dar outros cursos novamente e com isso garantir seu faturamento. Mas o que realmente importa para nós, que atuamos na área, e para nossos clientes?

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Então, para ajudar na hora de escolher o melhor produto, pergunto a você: o cosmético que você vai comprar é para tratar uma alteração inestética corporal ou facial, certo? Então o mais importante que deve ser analisado no momento da compra é a composição desse produto, ou seja, os ativos presentes na lista de ingredientes. De preferência que esses ativos estejam descritos no rótulo do produto facilitando assim o entendimento, juntamente com a sua dosagem, ou seja, a quantidade desse ativo presente no produto, pois conforme o grau da alteração pode ser necessária uma concentração mais alta e sinergia mais potente de ativos, por exemplo para tratar uma celulite de grau 1 ou grau 3.

Outro ponto importante para se observar ainda na análise do rótulo é com relação à presença de substâncias nocivas, também chamadas de xenobióticos, pois além de oferecerem riscos à saúde, podem prejudicar o resultado dos tratamentos estéticos. Quer um exemplo? O óleo mineral, além de sensibilizante, provoca tamponamento. Então além de não ajudar, ele atrapalha e muito. Como assim? Mesmo que o cosmético contenha ótimos ativos, se ele tiver óleo mineral em sua composição, este impedirá a permeação dos ativos na pele e, com isso, o produto perderá eficácia.

Vamos a outro exemplo bem prático. Os parabenos. Estudos comprovam que os parabenos agem no organismo com efeitos semelhantes ao do estrogênio que, por sua vez, estão relacionados a alterações endócrinas/hormonais e, consequentemente, associadas ao desenvolvimento de alterações inestéticas como manchas (hipercromias), celulite e acne, cuja uma das possibilidades de causa é justamente a hormonal. Você não limpa uma calçada jogando terra em cima dela e nem lava uma roupa suja de molho, jogando ainda mais molho sobre a mancha, certo? Então por que tratar uma alteração inestética com um cosmético que contém uma substância associada justamente ao causador dessa alteração? Com certeza não faz sentido.

Já na aplicação, uma das dúvidas que mais sou questionada com relação aos cremes de massagem é quanto ao deslizamento. Se ele não tem óleo mineral, com certeza não fará um deslizamento tão bom, mas já vimos que o óleo mineral não faz bem ao corpo mesmo. E a presença dos óleos vegetais consegue sim oferecer um play time bacana para o trabalho de massagem. Por isso você não precisa se descabelar se um creme, mesmo com as bases ideais e biocompatíveis com o manto hidrolipídico, não apresenta um período de deslizamento tão longo. Ou melhor, não precisa se debruçar e se acabar de tanto esforço de manobras de massagem sobre o cliente.

Você sabia que tem empresas que comprovam a diminuição da camada adiposa através de tomografia computadorizada, só com a utilização do produto cosmético, sem uso de aparelhos ou massagem profissional? É só dar uma pesquisada e vocês verão os resultados desse tipo de situação relatados em estudos de caso. Afinal, se o cosmético tem ativos indicados para a alteração inestética, se eles estão em concentração ideal e em bases cosméticas adequadas, o produto fará o trabalho por você e alcançará resultados mais eficazes com muito menos desgaste físico de sua parte. Além do mais, nós sabemos o quanto é importante que nós, profissionais de saúde estética, estejamos bem com nossa saúde para que possamos dar o nosso melhor para os clientes.

Viu como é fácil escolher um cosmético? Então mãos à obra!

E aí, o que achou da dica? Aproveite e deixe seu comentário  😉

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