Inovação em tecnologias cosméticas abre portas para um tratamento mais seguro, eficaz e confortável.

Nas últimas décadas, a indústria cosmética passou por um processo de constante evolução que culminou em um salto tecnológico muito semelhante aos avanços digitais conquistados no mesmo período. Quem acompanhou de perto essas mudanças sabe que, da era do telefone à era do smartphone, a ciência também nos presenteou com inovações cosméticas como a nanotecnologia, os ativos biomiméticos, os probióticos tópicos e as bases biocompatíveis. Toda essa evolução, além de um maior grau de eficácia, acrescenta ao tratamento da pele e de suas alterações mais segurança e resultados mais rápidos, muitas vezes com menor grau de irritação e mantendo resguardada a função protetora da pele.

Obviamente, muitas dessas tecnologias acompanharam também as mudanças observadas no mundo. O aumento da poluição, fenômenos climáticos, a alta incidência da radiação no planeta, além de hábitos cada vez mais arraigados, como tabagismo, má alimentação, sedentarismo, alcoolismo, enfim, todas essas alterações ambientais e culturais fizeram surgir ativos e produtos dermocosméticos epigenéticos – que tentam reverter os danos ambientais e de hábitos que aceleram o envelhecimento da pele.

Hoje, é comum observar ingredientes ativos com ação antipoluição, antioxidante (combate os radicais livres), antiglicante (impede a ligação do açúcar com as proteínas de colágeno), desglicante (desliga essas ligações) e até antigravidade (em fórmulas que agem para conferir firmeza contra a ação gravitacional que tende a deixar a pele flácida). Mas podemos assegurar que todas essas evoluções são consequência da principal delas: a nanotecnologia.

Ou seja, através da vetorização dos ingredientes, é possível fazer com que esses princípios ativos atinjam realmente o local desejado. Antigamente as formulações dificilmente passavam da epiderme e do estrato córneo. Hoje, já temos ciência — por fruto de pesquisa, estudo e microscopia eletrônica — que aqueles ativos que devem agir, por exemplo, na junção dermoepidérmica (produzindo colágeno 7, que tem função de ancoragem e sustentação mantendo a firmeza) são eficientes, já que há estímulo na área tratada.

NANOBIOTECNOLOGIA

A nanobiotecnologia está relacionada às estruturas, prioridades e processos envolvendo materiais com dimensões em escala nanométrica. Essas partículas são extensivamente investigadas por promoverem muitas vantagens em relação às formulações tradicionais. A nanotecnologia aplicada à cosmética refere-se à utilização de pequenas partículas contendo princípios ativos que são capazes de penetrar nas camadas mais profundas da pele, potencializando os efeitos dos produtos.

Dessa forma, a nanobiotecnologia cosmética tem como foco, sobretudo, os produtos destinados à aplicação na pele do rosto e do corpo, com ação antienvelhecimento e de fotoproteção, com ativos capazes de penetrar nas camadas mais profundas da pele, potencializando os efeitos do produto. Uma formulação cosmética que veicula ativos ou outros ingredientes nanoestruturados apresenta propriedades superiores quanto a sua performance em comparação com produtos convencionais.

As nanopartículas estão presentes em xampus, condicionadores, pastas de dentes, cremes antirrugas, séruns antienvelhecimento, cremes anticelulites, clareador de pele, hidratantes, pós-faciais, loções pós-barba, desodorantes, sabonetes, fotoprotetores, maquiagem, perfumes e esmaltes.

As vantagens do uso da nanobiotecnologia na produção de nanocosméticos e formulações dermatológicas advêm da proteção dos ingredientes quanto à degradação química enzimática, do controle de sua liberação, principalmente no caso de irritantes em altas doses, e o do prolongamento do tempo de residência dos ativos cosméticos ou fármacos na camada córnea. Também por meio desse tipo de tecnologia, é possível o efeito long-lasting de liberação prolongada de um ativo, o que confere eficácia em uma série de tratamentos, principalmente rejuvenescedores.

De forma geral, as vantagens das nanoemulsões estão relacionadas: à penetração na pele, devido a suas dimensões reduzidas, as nanoesmulsões podem entrar na superfície da pele, melhorando a penetração de ingredientes ativos; e uso de menos tensoativos – ao contrário das microemulsões, que exigem alta concentração de tensoativos, normalmente na faixa de 20% ou mais, as nanoemulsões podem ser preparadas usando concentração mais baixa.

Alguns ativos que já tinham sua eficácia comprovada estabeleceram-se como referência a partir do momento em que foram estabilizados em partículas menores, como DMAE nanoencapsulado, o Nanovetor de Vitamina C, o óleo de rosa mosqueta encapsulado, entre outros. Exemplos de ativos que se utilizam da nanotecnologia:

  • DMAE nanoencapsulado: Entre 1999 e 2002, o composto químico dimetilaminoetanol (DMAE) tópico teve aprovação do FDA visando um efeito tensor com ação antiaging. Posteriormente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme a Resolução – RDC 178, também aprovou o emprego tópico deste ativo. Atualmente DMAE é usado em produtos cosméticos com ações firmadora da pele e antirrugas. Outras propriedades estão associadas ao DMAE como: a inibição do processo inflamatório, redução de radicais livres, aumento da síntese de colágeno, e inibidor do pigmento de envelhecimento (lipofuscina). O DMAE atua por dois mecanismos de ação. O primeiro através do aumento da produção de acetilcolina na derme, que aumenta sua biossíntese na junção neuromuscular melhorando a sua contração, e apresentando ação firmadora da pele e proporcionando assim, uma significativa melhora da flacidez. A segunda via se dá pelo aumento da hidratação, com maior retenção de água no tecido conjuntivo superficial, levando a coesão das células da pele, resultando em firmeza cutânea, melhora da textura e brilho. O DMAE ainda apresenta capacidade de inibição e reverte o cross-linking de proteínas, remove a lipofuscina da pele, melhorando a sua firmeza. Estudos in vitro ainda demonstraram aumento da proliferação de fibroblastos (ODDOS). No entanto, algumas características dificultam o emprego do DMAE. Contudo, esta dificuldade pode ser corrigida pela utilização de Nanovetores de DMAE, que ainda traz mais algumas vantagens como: maior permeação e disponibilidade do ativo, melhor proteção e estabilidade.

  • Nanovetor Vitamina C: é um aliado contra o envelhecimento da pele por ser um antioxidante, o único deles que aumenta e regula a síntese de colágeno. Causa a síntese de colágeno, promovendo a formação da barreira lipídica do estrato córneo, normalizando o perfil lipídico da epiderme. Fornece fotoproteção combinado com a vitamina E.

  • Nano Rose Hisp.: óleo de Rosa mosqueta (Rosa Rubiginosa) nanoencapsulado são vetores ativos multifuncionais de alta permeação cutânea contendo o óleo de rosa mosqueta encapsulado para uso tópico. É um óleo vegetal que possui 80% de ácidos graxos poli-insaturados. A tretinoína é presente no óleo de rosa mosqueta e é responsável por grande parte da sua atividade tornando um produto para tratamento e regeneração da membrana celular dos tecidos cutâneos ajudando a prevenir o envelhecimento prematuro da pele.

  • Partículas de DMAE: Innovation NV202 são partículas de DMAE Bitartarato, um ativo que tem ação antirrugas e firmadora da pele, potencializada na forma encapsulada. O DMAE aumenta a biossíntese de acetilcolina na junção neuromuscular melhorando a sua contração apresentando uma ação firmadora da pele melhorando a flacidez. O DMAE possui uma forte ação anti-inflamatória e antioxidante atuando sobre o envelhecimento cutâneo, agindo por dois mecanismos: via aumento da produção de acetilcolina na derme; e pelo aumento da hidratação, permitindo uma maior retenção de água no tecido conjuntivo superficial, dando firmeza cutânea, melhorando a textura e aumentando o brilho.

  • Nano Hydroxy Acids: são nanopartículas contendo alfa-hidroxiácidos encapsulados, que reúne a sinergias de ativos ácido glicólico, ácido lático e ácido cítrico. Quando aplicados na pele, diminui a espessura da camada córnea hiperqueratínica. Apresenta também ação emoliente, adstringente e clareadora da pele. É ideal para o fotoenvelhecimento, reduzindo linhas finas e rugas, deixando a pele mais firme e rejuvenescida. É também um ativo para o tratamento de acne, manchas.

  • Nanovetor vitamina A: Mantém as mesmas características da vitamina A, sendo mais estável frente ao oxigênio, luz e calor que o retinol e seus demais derivados. É um excelente antioxidante, combatendo os radicais livres. Tem ação na manutenção do tecido epitelial, estimula a produção de colágeno e elastina pela pele. Auxilia na redução da acne. Vantagens do nanovetor: aumento da estabilidade, evitando a fotodegradação e promovendo a liberação controlada do ativo.

BIOMIMÉTICOS: COSMÉTICA BIOMIMÉTICA

O nome biomimético foi inventado por Otto Schmitt, por volta da década de 50. Ela é considerada como uma área relativamente nova da ciência e tem como objetivo estudar as estruturas biológicas e das suas funções, sempre em busca de solução para as mais variadas áreas, como Engenharia, Arquitetura, Biologia, Química, Cosmética, Medicina, entre outros. Em cosmetologia, estudos têm mostrado que a utilização de fórmulas biomiméticas, como em cremes faciais, por exemplo, minimiza a irritação e aumenta efetivamente a hidratação da pele. Nos produtos, a indústria pode utilizar peptídeos biomiméticos a fim de desempenharem funções semelhantes às do organismo, todos vetorizados em lipossomas ou nanocápsulas, para liberação gradativa de ativos, garantindo sua integridade, levando muitos benefícios aos consumidores, como a obtenção de melhores resultados.

Dois exemplos clássicos de ativos biomiméticos são alguns peptídeos e os Fatores de Crescimento. Os peptídeos e os Fatores de Crescimentos, hoje em dia, são os grandes diferenciais das formulações, pois além de agirem sinergicamente nas fórmulas atuam em receptores específicos. Quando biomiméticos, simulam as proteínas naturais e atuam rapidamente na pele.

Os peptídeos encontram-se na forma mais concentrada que os Fatores de Crescimento, mas tanto um quanto outro podem ser descritos como citosinas produzidas por células do tecido, sendo responsáveis pelo processo de ‘comunicação celular’, que permite aos tecidos desempenharem a sua função. Com o processo do envelhecimento e por decorrência de algumas doenças, a produção de peptídeos e Fatores de Crescimento é diminuída e, com ela, a fisiologia do tecido fica comprometida.

No caso desses ativos, quando estão vetorizados, o que lhes conferem rápida absorção, e sendo biomiméticos, os peptídeos atuam rapidamente na pele. Existem peptídeos que agem estimulando fibroblastos a recuperarem a sua capacidade de síntese, outros que são responsáveis por iniciar o processo de cicatrização, estimular a produção de matriz extracelular, promover angiogênese no folículo capilar e desta forma revitalizar e nutrir o couro cabeludo, ou mesmo provocar ação lipolítica, sendo aplicados no combate à celulite. Já os peptídeos dermodescontrácteis agem reduzindo a incidência de rugas e linhas de expressão.

Os peptídeos biomiméticos são estruturalmente idênticos aos presentes na pele e atuam sobre os mecanismos fisiológicos com alta especificidade, em concentrações muito baixas e com excelente grau de segurança. Além disso, apresentam baixo risco de sensibilização, têm excelente penetração na pele e com ações biológicas definidas. Atuam diretamente no tecido da pele através de receptores. A relevância dos peptídeos com relação a produtos cosméticos está relacionada com a obtenção de peptídeos biomiméticos, que atuam como verdadeiros sinalizadores, antioxidantes e estimuladores enzimáticos, podendo ser nanoencapsulados, o que aumenta a estabilidade e a biodisponibilidade.

Exemplos:

  • B-White: clareador com inovador mecanismo de ação. Inibe tanto a pigmentação constitutiva (genética) quanto a facultativa (fotoexposição).

  • Carnosine: peptídeo de última geração, com ação antiaging completa. Antiglicante combate as reações de cross-linking.

  • TGP-2 peptídeo: ação despigmentante; também retarda o crescimento de pelos e tem efeito anti-inflamatório.

  • Matryxil Sinthe 6: preenchedor de rugas, uniformiza o relevo cutâneo, estimula a síntese de colágeno I, III e IV, fibronectina, ácido hialurônico e laminina 5.

  • IDP2 Peptídeo: único do mercado que atua na epiderme, derme e tela subcutânea, promovendo o preenchimento de dentro para fora das camadas.

  • Syn Coll: imita o mecanismo do corpo para produzir colágeno. De alta penetração, remove rugas e repara marcas de expressão.

  • CG-EGF (Fator de Crescimento Epidermal): promove turn-over celular, acelerando o processo de renovação. Reduz e previne linhas e rugas, devolve a uniformidade no tom da pele, promove vitalidade e energia.

  • CG-IGF (Fator de Crescimento Insulínico): aumenta os níveis de colágeno e elastina atuando em linhas e rugas, reduz manchas avermelhadas, fortalece os cabelos estimulando fios mais densos e fortes.

  • CG-VEGF (Fator de Crescimento Vascular): estimula a angiogênese (novos capilares sanguíneos), melhorando a irrigação tecidual e facilita a nutrição do folículo capilar, estimulando seu crescimento.

  • B-FGF (Fator de Crescimento Fibroblástico básico): estimula os fibroblastos, prevenindo e reduzindo linhas e rugas, repara cicatrizes e escoriações e fortalece a elasticidade cutânea.

  • Olivem 1000: reestruturante biomimético da pele, com certificação Ecocert. Mimetiza as funções fisiológicas da pele, melhorando a integridade da função barreira e promovendo maciez e suavidade.

  • Neuroxyl NP: Previne a degeneração da comunicação entre os neurônios, o que resulta no aumento da sobrevivência de células nervosas e consequente melhora da diferenciação celular. São neuropeptídeos biomiméticos que possuem ação preventiva e reparadora sobre vários mecanismos degenerativos envolvidos no sistema nervoso cutâneo, ou seja, previnem o aumento da sensibilidade cutânea relacionada com o envelhecimento, o desequilíbrio da função imunológica, o aparecimento de pigmentação anormal e pele seca e desidratada. Como resultado obtém-se a melhora da aparência global da pele envelhecida.

  • Vederine Vitamina D Like: 90% da síntese da vitamina D é iniciada na pele sob o efeito dos raios UVB. A vitamina D, também chamada de “vitamina do sol”, desempenha um papel crítico no endurecimento ósseo, na regulação do sistema imunológico e auxiliando outras vitaminas e minerais importantes na realização de suas funções corporais. A vitamina D e seu receptor regulam numerosos processos fundamentais na homeostase da epiderme (Lu et al., 2005). Em particular, eles agem nos processos chaves que conduzem a formação de uma função barreira ótima e funcional. “Vitamina D-like” é um ingrediente ativo natural para benefícios cutâneos superiores. É rico em oligofrutanas obtidas e purificadas da raíz da chicória. Um estudo foi conduzido em voluntários para avaliar a capacidade de Vederine® em reforçar a função barreira e acelerar sua recuperação. O painel foi especificamente escolhido de uma população com alto risco de apresentar deficiência de vitamina D: mulheres com idade média de 65 anos, testadas durante o inverno. Testado na concentração de 1% em queratinócitos humanos, Vederine® aumentou significativamente a expressão de genes (citoqueratina-1, involucrina, cistatina E/M e KLK5) envolvidos nos processos de diferenciação, cornificação e descamação. Assim, Vederine® estimula a rede de genes envolvidos no processo de diferenciação terminal dos queratinócitos com efeito similar ao produzido pelo calcitriol.

PROBIÓTICOS

Um novo salto de qualidade no ramo de cosméticos foi dado a partir do momento em que vários estudos elucidaram o papel benéfico da microbiota da pele, ou seja, das ‘bactérias do bem’. A microbiota cutânea controla a colonização de organismos potencialmente patogênicos, modula a resposta imune, função barreira da pele e é parte integrante da saúde da pele. Estudos indicam que alterações na microflora da pele desempenham um papel significativo em condições como dermatite atópica, psoríase, acne e câncer de pele. Mas afinal, quando falamos em ativos probióticos, esse é um campo realmente promissor ou é apenas uma ferramenta de marketing? O significado real da palavra probiótico pode ser entendido assim: “Pro” significa “para” e “Biotic” significa “Vida”. Logo, estamos falando de algo que beneficia a vida, para a vida da pele.

Os probióticos são micro-organismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde do hospedeiro. Esses organismos vivos encontrados em queijos, iogurtes ou em cápsulas vendidas em farmácia contribuem para o fortalecimento do sistema imune, regular o intestino e melhorar a absorção de nutrientes.

Após a fama dos probióticos para o bom funcionamento do organismo, as chamadas bactérias do bem migram para os potes e bisnagas de creme e são indicadas para tratamentos de acne, rosácea e dermatite (pele sensível). As bactérias e fungos ‘do bem’ que habitam nossa pele são uma tropa de choque que formam a primeira barreira de defesa. Eles precisam, porém, estar em equilíbrio para cumprir de forma mais efetiva esse papel. Os microrganismos lisados são fragmentos de bactérias ou fungos, que mesmo não sendo capazes de reabitar a superfície da pele, transportam consigo moléculas que podem ser benéficas. Um exemplo é o extrato de Saccharomyces cerevisiae, que está assumindo um papel de destaque entre as matérias-primas biotecnológicas, pois é rico em aminoácidos, proteínas e polissacarídeos com propriedades hidratantes, que podem apresentar efeitos de cura de feridas e na renovação celular. O extrato de S. cerevisiae é submetido a um processo especial de fermentação e secagem, o que leva a uma maior produção de metabólitos. Além da sua atividade antioxidante, preparações glucanas, obtidas a partir de S. cerevisiae, possuem uma atividade imunomoduladora, uma vez que aumentam a produção de citocinas e células natural killer, protege o corpo contra infecções, efeitos de radiação, e a imunossupressão relacionada ao estresse. Para a pele, o ativo Kopyeast é o extrato lisado de Saccharomyces cerevisiae. Ele hidrata a pele através do aumento da captação de umidade; estimula fibroblastos, a síntese de colágeno, fibras de elastina bem como ácido hialurônico. Estudos demonstram sua eficácia na prevenção do fotoenvelhecimento, devido suas atividades antioxidantes e imunomodulatórias, e eficácia significativa na cicatrização de feridas.

ATIVOS “LIKE EFFECT”

Para auxiliar em tratamentos cosméticos, diminuir a irritação de alguns ativos que são referência (mas potencialmente irritantes para a pele) ou simular alguma ação natural do organismo ou medicamentosa, uma categoria de ativos com maior segurança foi criada. Os ativos “like” tem ação muito similar ao parâmetro e geralmente têm origem vegetal, sendo muito bem aceitos pela pele. Como exemplos temos:

  • Efeito Corticoid-like: o extrato glicerinado de Physalis angulata (Camapú), chamado Ecophysalis, promove ação anti-inflamatória e anti-irritante das peles sensíveis, contribuindo também com ação antioxidante para prevenir os danos de radicais livres. Com efeito corticoid-like, que controla a resposta imunológica inflamatória, o extrato diminui o dano Infrared, com redução dos agentes pró-inflamatórios — além de oferecer: controle da temperatura, proteção contra a degradação do colágeno, aumento da defesa antioxidante e aumento de fatores de crescimento.

  • Ação Retinol-Like: revinage é um retinoico like. Os retinóides são conhecidos pela habilidade em suavizar e preencher rugas, estimulando a síntese de colágeno, devolvendo juventude e elasticidade à pele. No entanto, os efeitos colaterais relacionados ao uso dos retinóides são frequentemente associados a uma irritação cutânea caracterizada por eritema, descamação, ardência e prurido. Esse quadro é referido como “dermatite retinoide” e atinge aproximadamente 92% dos pacientes, levando, a longo prazo, ao envelhecimento. Revinage® atua nos mesmos receptores dos retinoides, é de origem vegetal, sendo um extrato de Bidens Pilosa ou picão preto, uma espécie vegetal da família Asteraceae. Pode substituir o retinol e seus derivados sem causar os efeitos adversos dessa classe de drogas, característicos em peles mais sensíveis. Ação comprovada nos principais benefícios dos retinoides tradicionais: renovação celular, redução da oleosidade, aumento da luminosidade e ação antioxidante completa; não causa os efeitos adversos típicos dos retinoides; exerce o efeito antienvelhecimento, aumentando os níveis de colágeno e elastina, bem como pró-colágeno; promove efeito clareador, reduzindo melanina e α-MSH bem como a expressão do gene TYRP-1; auxilia o efeito de controle da oleosidade, reduzindo a produção de DHT; promove efeito anti-inflamatório por inibição dos mediadores inflamatórios.

  • Vitamina D-Like: “Vitamina D-like” (Vederine) age de maneira similar à Vitamina D, controlando os fatores de crescimento, agindo na diferenciação e proteção celular e exercendo papel imunológico. Além disso, a Vitamina D regula a formação e manutenção da barreira epidermal e desenvolvimento de capilares sanguíneos.

  • Hidroquinona-Like: Alpha-Arbutin foi criado para acabar com os inconvenientes técnicos de um dos mais eficientes despigmentantes do mercado, a Hidroquinona. Além da sua elevada instabilidade na presença de luz, a Hidroquinona também apresenta caráter lesivo quando em contato com a pele. O Arbutin é um derivado estável da Hidroquinona também com ação inibidora sobre a tirosinase, sem causar irritação e com menor citotoxicidade, sendo uma alternativa segura para tratamentos de hipercromias. Age impedindo a produção de melanina no local que é aplicado. Arbutin apresenta menor probabilidade de provocar hipopigmentação irreversível, por não gerar danos ao DNA do melanócito.

SILÍCIOS ORGÂNICOS

O silício é um dos doze elementos principais da composição dos organismos vivos. O sangue humano contém cerca de 10mg/l de silício e está presente principalmente nos ossos, no pâncreas, nos tendões, nos músculos, nas glândulas suprarrenais, no baço, no fígado, nos rins, no coração, na tireoide e no timo. O silício desempenha um papel importante na ossificação, através do favorecimento do processo de mineralização. Está também implicado no metabolismo celular. Estudos recentes demonstraram o papel do silício como componente estrutural de diferentes tecidos conjuntivos, tais como: os ossos, a cartilagem, a derme e a aorta. O silício é um elemento constituinte da pele e contribui também para a sua arquitetura e elasticidade. Numerosos estudos “in vitro” mostram o papel essencial do silício na formação dos tecidos conjuntivos, já que a pele contém 6,25% de silício. O silício age como protetor para as macromoléculas, como a elastina, o colágeno e os proteoglicanos, e pensa-se que ele desempenha um papel importante no processo de reticulação das fibras de colágeno.

Na pele, o silício desempenha uma importante função na estrutura dérmica através das ligações com glicosaminoglicanos e poliuronídicas determinando a formação estrutural (Tanaka & Miyazaki, 2000). Além disso, este oligoelemento fundamental, desempenha um papel essencial na neutralização de radicais livres, prevenindo as reações de glicação e atuando como mimetizador das ações de fatores de crescimento celular. Outra ação importante do Silício Orgânico na pele está vinculada com o seu poder de manter a água ligada ao ácido hialurônico e às proteoglicanas.

A carência neste elemento, sobretudo a partir dos 40 anos, provoca a secura da pele e deste modo o aparecimento de rugas. As mulheres podem perder naturalmente até 80% deste importante rejuvenescedor natural no processo natural de envelhecimento, que geralmente se inicia por volta dos 25 anos. A taxa cutânea de silício, muito elevada, diminui com a idade devido à diminuição da assimilação intestinal, sendo responsável pelo envelhecimento cutâneo. A falta de silício no organismo deixa a pele mais fina e mais frágil, daí a importância de repor este componente. Ao repor os níveis de silício no organismo, é possível a recuperar até 40% da firmeza da pele, melhorando aspectos gerais da pele.

Quando um produto traz silício em sua formulação, esse cosmético tem maior capacidade de penetração cutânea e absorção celular, já que o silício é um vetor de grande potencial pela sua afinidade com a membrana hidrolipídica. Por esse motivo, muitos ativos são vetorizados ao silício. A atuação dos silanois está diretamente ligada ao princípio ativo a ele agregado. Assim, poderemos ter: silanois hidratantes, calmantes, anti-inflamatórios, silanois para cabelos, de nutrição etc. Os silanois podem se apresentar de diversas formas, por exemplo: soluções, emulsões, lipossomos ou nanosferas. Eles apresentam mais eficácia nos tratamentos em que é necessária maior penetrabilidade, como é o caso do tecido conjuntivo/adiposo nos tratamentos de celulite e gordura localizada ou em tratamentos anti-idade.

Além disso, o silício tópico é cofator da síntese de colágeno e elastina. Quando o silício ativo é absorvido pela célula, há um aumento de sua capacidade multiplicativa e, por consequência, de sua longevidade, reduzindo a senescência celular. O silício é um fator muito importante para a alimentação dos fibroblastos, que dão sustentação à pele. Ele colabora para a célula crescer, se multiplicar e se proliferar. A célula, estando bem-disposta em relação ao metabolismo, vai produzir mais conteúdo estrutural, para dar ancoragem de sustentação para a pele. O colágeno, que às vezes pode estar glicado combinado com o açúcar, é substituído então por um novo colágeno, por causa do silício. Portanto, a pele fica mais iluminada, mais radiante e com viço, porque está estruturada em colágeno novo.

CARVÃO VEGETAL: DESINTOXICANTE

A primeira coisa que nos vem à cabeça quando pensamos em carvão será, muito provavelmente, algo sujo. Mas quando falamos de beleza, esse é um ingrediente cheio de propriedades altamente desintoxicantes. Carvão vegetal absorve o excesso de oleosidade da nossa pele com uma textura suave e seca, deixando-a confortável e equilibrada.

Nos últimos anos, o seu uso foi maioritariamente associado a produtos de homens, mas já estão a ser exploradas fórmulas para produtos de beleza femininos.

As partículas do carvão ativado são extremamente porosas e funcionam como uma esponja absorvendo a oleosidade e as sujidades da pele, como células mortas e resíduos de maquiagem. Além disso, por serem abrasivos, promovem um afinamento garantindo maciez e brilho na pele. Regra geral, seja para homens ou mulheres, há vários benefícios a retirar do uso deste mineral: o carvão tem propriedades cicatrizantes e antibacterianas; faz uma limpeza profunda da pele; tem capacidade de absorver as impurezas e toxinas; tem capacidade de reduzir manchas; reduz o excesso de óleo na pele (a pele dos homens tende a ser mais oleosa que a das mulheres) e, em consequência, a propensão para acne; nutre, hidrata e purifica a pele.

A poluição do dia a dia não só tem impactos negativos sobre nossa saúde, como também é um dos fatores que acelera o envelhecimento da pele. O uso do carvão ativado melhora e aumenta a permeação dos ativos de outros cosméticos de uso diário, pois o excesso de oleosidade e células mortas que são acumuladas com o passar do tempo, impedem esta permeação diminuindo a efetividades dos cosméticos de uso diário.

ATIVOS EPIGENÉTICOS

Você sabe o que são ativos epigenéticos? São ingredientes cosméticos que reforçam, reparam e protegem a pele dos agressores ambientais (como sol e poluição) e agem em alterações como as que ocorrem por falha imunológica. Como a pele sofre, rotineiramente, uma série de agressões externas (poluição, sol, fumaça, vento, calor ou clima seco, fumo, álcool) e internas (alterações que ocorrem devido a falhas imunológicas, renovação celular comprometida, ação da glicose dentro do organismo, dos radicais livres, etc.) que podem alterar a herança celular e ocasionar problemas estéticos e envelhecimento precoce, a ciência da epigenética trata justamente desse assunto, reforçando a ideia de como o ambiente (os fatores ambientais, comportamentais e sociais) pode provocar importantes alterações inestéticas relacionadas ao envelhecimento da pele sempre levando em consideração todas essas agressões que são influenciadas pelo hábito de vida e o meio em que as pessoas vivem. Para reforçar, reparar e proteger a pele desses agressores, existem os ativos epigenéticos, ou seja, substâncias cujo mecanismo de ação é ligado à proteção e fortalecimento da função de barreira da pele.

Mas afinal, quais seriam os mecanismos de ação de ativos epigenéticos? Esses ativos agem formando um filme contra a evaporação transepidermal de água, devolvendo nutrientes perdidos por conta dos agressores, mantendo a hidratação e proteção (fortalecendo a função de barreira), protegendo o DNA celular dos raios UV e a poluição, bem como impedindo a formação de radicais livres e reparando danos. Quando a hidratação e proteção são mantidas, há uma melhora da barreira cutânea que atua como proteção contra agentes externos. Por esse motivo, os ativos que conferem hidratação eficiente em diversas camadas da pele são considerados epigenéticos.

Outro destaque entre os ativos epigenéticos é representado pela classe de ingredientes antiglicantes. Quando consumimos muitos alimentos industrializados e ricos em açúcares, eles se ligam ao colágeno por meio de um processo de glicação que destrói as fibras colágenas, o que causa flacidez e rugas. Ativos antiglicantes protegem as proteínas e o DNA contra a glicação e a consequente formação de AGEs (produtos finais de glicação avançada, responsáveis pela alteração na função e aparência do tecido conjuntivo). Os antioxidantes também são considerados ativos epigenéticos: Eles protegem e revertem processos oxidativos, que são os danos causados pela formação de radicais livres, que provocam envelhecimento precoce.

Os ingredientes de fotoproteção e antipoluição também fazem parte dessa lista. Como a exposição solar contínua nos faz perder a defesa imunológica feita pelas células de Langerhans, os ativos fotoprotetores devem estar presentes nas fórmulas que, de preferência, devem ter proteção física, química, biológica e contra a luz visível. Já os ativos antipoluição impedem que os poluentes se alojem na pele e provoquem uma cascata de danos.

O mercado dermocosmético investe em ativos epigenéticos, pois essa é uma das áreas de estudo mais promissoras. A aposta em ativos epigenéticos com diversas atuações será uma tendência na medida em que temos agressores cada vez mais potentes, exemplo disso é o nível de radiação e de poluição, considerados altíssimos. Abaixo uma lista com ativos epigenéticos:

  • HIDRATANTES: Beauplex VH (complexo de vitaminas que nutre e fortalece a pele); Hydrovance (hidratação eficaz e aumento da elasticidade); Hyaloveil (ácido hialurônico adesivo que mantém a hidratação); Hydromanil (hidratação 3D imediata e de longa duração); Hyalurosan (evita ressecamento); Hydroviton 24 (repõe sais minerais e constituintes do Fator Natural de Hidratação); Olivem 1000 (efeito protetor e hidratante); Lipex Ômegas 3 e 6 (confere hidratação e suavidade para peles secas); Manteiga de Cupuaçu (age na reposição lipídica do estrato córneo e diminui a perda de água); Manteiga de Karitê (rica em ácidos graxos e com ação hidratante por oclusão); Óleo Vegetal (permite maior retenção hídrica); Peptídeos da Aveia (fonte de aminoácidos do Fator Natural de Hidratação); Prodew 400 (aminoácidos e oligoelementos que promovem hidratação); Aquassence (aumento da expressão gênica das aquaporinas responsáveis pelo transporte de água entre as células).

  • RECUPERADORES: nutripeptídeos (renovam metabolismo celular e aumentam capacidade de recuperação celular após situações de estresse como sol e poluição); Quiditat SRC (além de hidratar, restaura e aumenta o nível do colágeno tipo 1); Physiogenyl (hidrata e estimula crescimento e metabolismo dos queratinócitos recuperando e cicatrizando a pele); Fatores de Crescimento (auxiliam na cicatrização e reparo tecidual); Vederine (acelera a recuperação da barreira cutânea e a renovação da epiderme restaurando as funções dos receptores da Vitamina D).

  • ANTIOXIDANTES: vitamina C (sequestra radicais livres e retarda o envelhecimento); Extrato de Chá Verde (antirradical livre que minimiza a degradação das fibras do colágeno); Ácido Ferúlico (neutraliza radicais livres gerados pelo sol, poluição ambiental, cigarros e estresse); Óleo de Semente de Uva (grande poder antioxidante); Beauplex VH (complexo de vitaminas que nutre e fortalece a pele).

  • ANTIGLICANTES: dragosine (inibe a formação dos produtos finais de glicação e a reação deles com radicais livres protegendo a pele do envelhecimento, além de estimular a síntese de novas fibras de colágeno funcionais); Exsy-ARL (pseudodipeptídeo com ação antipoluição, antiglicante e efeito detox); Neuroxyl NP (europeptídeos biomiméticos com ação preventiva e reparadora que previnem o aumento da sensibilidade cutânea relacionada com o envelhecimento).

  • PRÉ E PROBIÓTICOS: Bioecolia (favorece a manutenção da flora e integridade da pele); Ecoskin (reequilibra a flora cutânea fortalecendo o sistema de defesa).

  • PROTETORES: Flora Glo Lutein (reduz danos causados pelo UV e protege contra a luz visível); Filtros solares com ação química, física e biológica.

  • ANTIPOLUENTES: Glycofilm (efeito segunda pele que impede a adesão de poluentes); Exsy-ARL (pseudodipeptídeo com ação antipoluição, antiglicante e efeito detox); Hyaloveil (ácido hialurônico adesivo que mantém a hidratação).

VITAMINA C: O FABULOSO ANTIOXIDANTE

A vitamina C é um poderoso antioxidante e combate a formação dos radicais livres. Ela ajuda as células do organismo a crescer e permanecer sadias. A vitamina C evita o envelhecimento da pele por ser essencial para a produção natural de colágeno pelo organismo. O colágeno é uma proteína que proporciona sustentação e firmeza para a pele. Além disso, a vitamina C tem ação antioxidante, ou seja, neutraliza os radicais livres, protegendo a pele contra a degradação de colágeno.

Um estudo com 19 voluntários observou que o uso tópico de vitamina C diminui os danos na pele causados pelo sol.

Além dos benefícios antienvelhecimento e antioxidante, a Vitamina C por via tópica também pode ser útil na cicatrização de feridas, reduzindo o enrugamento e impedindo o eritema associado com o tratamento a laser. Quando encapsulada, tem melhor permeação cutânea, sendo um produto inodoro, não contém solventes orgânicos, não oxida e contém dentro de cada cápsula o teor exato de vitamina C que a pele pode absorver, nada além disso.

LITOCOSMÉTICOS

Falar em pedras e metais preciosos, com certeza remete ao glamour e à sofisticação. Na área de saúde estética não é diferente. A inspiração em pedras e metais preciosos, como a Ametista, a Pérola e o Ouro, por exemplo, trazem requinte aos tratamentos estéticos, além de proporcionar benefícios estéticos e potencialização de resultados, conforme sinergia de ativos presente nas formulações. Em alguns casos, mais do que trazer beleza e fascínio, a presença dessas verdadeiras “joias” nos cosméticos pode atuar com fins terapêuticos, ajudando a restabelecer o equilíbrio energético do organismo. Quando se realiza um procedimento estético é feita uma estimulação celular visando uma melhora tecidual, sendo assim, a energia é um subsídio necessário para as células realizarem suas reações endógenas. Dentre os principais minerais atuantes na fisiologia da pele destacam-se o Cálcio, Magnésio e o Zinco.

O cálcio, por exemplo, é um mineral responsável por ativar uma enzima que libera energia. Também é preciso alguns componentes fundamentais para a estrutura celular, cujo mineral cofator da formação é o Zinco, que tem sua atividade especialmente desenvolvida na pele, além de importante função na síntese de colágeno. A participação do magnésio na pele também é vital, estando envolvido com metabolismo de lipídios.

Aliar o lúdico ao funcional, somando um toque de glamour e sofisticação ao tratamento estético, é uma das principais propostas de agregar o conceito de pedras preciosas aos cosméticos. Geralmente estão presentes em cosméticos com a finalidade de prevenir e tratar os sinais do envelhecimento, promover vitalidade e hidratação, além de renovação e reequilíbrio. A composição química e propriedades funcionais de algumas pedras e metais preciosos podem aparecer também sob a forma de ativos cosméticos, proporcionando sinergia para potencializar os resultados. São então chamados de litocosméticos, ou seja, produtos cosméticos que têm como base na sua formulação as pedras preciosas ou semipreciosas, empregando o conceito da litoterapia (terapia dos cristais e fluxo de energia).

  • Ouro: O ouro é um metal luxuoso e glamouroso, cujo uso medicinal teve início desde a antiguidade, em Alexandria, no Egito, onde o ouro era tido como um metal místico que representava a preservação da matéria e o rejuvenescimento. Quando adicionado a produtos cosméticos, essa pedra de grande símbolo histórico supre as necessidades da pele, favorecendo o equilíbrio das funções bioquímicas através da troca de minerais, essenciais para o bom funcionamento celular e que se refletem na pele. Promove estímulo do metabolismo celular, nutrição, aumento da função energética das células, hidratação, ação antioxidante, revitalização e desintoxicação, melhorando a aparência da pele, deixando-a luminosa, hidratada, com viço, radiante e revitalizada, resultando em uma pele rejuvenescida.

  • Ametista: Pedra muito valorizada desde 3.000 a.C. Os gregos acreditavam em seus poderes místicos e até hoje está ligada a boas energias e pensamentos positivos. Para a estética, sua energia está associada à sua composição, rica em dióxido de ferro, manganês, titânio, cálcio, magnésio e cromo, minerais que podem agir como cofatores enzimáticos, acelerando o metabolismo celular e propiciando uma melhor ação antioxidante, reparadora e renovadora do tecido. Dependendo da sinergia em que a ametista é combinada, os efeitos contra o envelhecimento são potencializados.

  • de Pérola: Desde os tempos antigos, o pó de pérola tem sido altamente reconhecido na China como benéfico para a saúde e como fonte de beleza. É um ingrediente amplamente usado em sofisticados medicamentos chineses e em preparações nutricionais para a saúde. Essa admiração dos chineses pelo pó de pérola se dá tanto devido à forma com que ela é produzida, quanto pelos efeitos que ela provoca na pele. É composta de um material calcário que é fonte de cálcio; de material orgânico chamado de conqueolina (substância orgânica que faz parte da camada interna das conchas dos moluscos) é uma proteína rica em queratina, colágeno e elastina; além de outros aminoácidos e oligoelementos.

Alguns dos benefícios atribuídos a sua utilização em cosméticos são: clareamento da pele, esfoliação natural que gera estímulo à renovação, ação bactericida e melhora da aparência geral da pele graças aos aminoácidos e nutrientes naturais que a mesma disponibiliza.

COSMÉTICOS SEM ADIÇÃO DE ÁGUA

Pesquisa divulgada recentemente pela Mintel, referência mundial em inteligência de mercado, apontou a redução do uso de água na fabricação de produtos como sendo uma das quatro principais tendências de beleza que impactarão o mercado global até o ano de 2025.

Segundo a publicação, levando em consideração as taxas atuais de consumo, a World Wildlife Fund estima que em dez anos, dois terços da população mundial pode estar próximo da escassez de água, que estará muito perto de se tornar um recurso protegido. O relatório sugere que, onde a água era um elemento essencial, a ideia é que as novas formulações necessitem de pouca ou nenhuma porcentagem de água, e tão eficientes quanto, ou mais.

Mas aqui, no Brasil, quando se fala na produção de cosméticos, onde mesmo os que o mercado classifica como concentrados podem levar até 80% de água em sua composição, essa alternativa de substituição da água já é uma realidade viável para algumas empresas, que apresentam séruns de tratamentos faciais e corporais, altamente concentrados, com até 99% de ativos na composição, sem adição de água.

A eficácia de um cosmético está diretamente ligada à concentração de seus ativos e à capacidade de carreação de sua base, que reúne o conjunto de ingredientes que vão dar corpo ao produto, entre eles os ativos. A base é uma das responsáveis por melhorar a penetração desses ativos na pele e dentre as matérias-primas que a compõem, a água é responsável por auxiliar nas características de sua estrutura, seja ela gel, creme, emulsão ou sérum. Trocar a água dessa formulação por um substituto exige muito estudo e experiência no desenvolvimento de cosméticos, pois em primeiro lugar, a nova substância deve assumir o papel de veículo, até então desempenhado pela presença da água, como num produto de base sérum, por exemplo.

BASES COSMÉTICAS

As bases levam esse nome porque são compatíveis com a membrana celular, compostas 100% de óleo vegetal. Esse é um grande diferencial que o consumidor deve procurar nos produtos cosméticos, pois a prática comum do mercado utiliza um misto de óleo vegetal e mineral, ou pior, apenas óleo mineral.

Mas para que haja uma permeação efetiva dos ativos que estão presentes no produto e que vão atuar em sinergia, é necessária uma base que não seja tamponante, caso do óleo mineral, cujos produtos em que essa substância está presente até rendem manobras de massagens mais extensivas, porém causam malefícios à pele, como risco de toxidade e sensibilização, além de impedirem a ação dos ativos.

O segredo está em utilizar cremes com bases biocompatíveis, que não necessita de uma grande quantidade de produto para o deslizamento devido à qualidade da base e à dosagem dos ativos na formulação. São eles que proporcionarão o resultado e não a quantidade de manobras de massagem e o esforço dispensado em realizá-las.

Livres de substâncias irritantes e sensibilizantes, com óleos vegetais, as bases biocompatíveis se assemelham à barreira natural da pele (manto hidrolipídico), otimizando a absorção. Esta seria a nossa “receita saudável”, o acompanhante ideal do seu ativo, ingrediente principal do cosmético. Em oposição, as bases que utilizam óleo mineral causam tamponamento por não terem esta característica de compatibilidade com a pele. Derivado do petróleo, ele tem ação comedogênica. Os parabenos também são ingredientes para riscar da receita! Têm potencial estrogênico, causam alterações endócrinas e já existem estudos relacionando parabenos ao câncer.

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